5 lições de uma festa de casamento

Não deu nem 3 meses de casamento ainda, mas não consigo parar de retomar o assunto.

[Gente, desculpa se estou monotemática. Mas como muita gente falou que eu comentei pouco sobre o processo do casamento enquanto ele acontecia, posso compensar agora?]

Eu e o Gui já fomos em muitos casamentos e pensamos muito (MUITO) sobre como queríamos que fosse a nossa cerimônia e a nossa festa. Até um arquivo com esse nome (comoqueremosnossafestadecasamento.doc) nós fizemos, pra alinhar as ideias. Como ainda tenho amigas que passarão por isso, achei legal destacar alguns pontos importantes desse aprendizado de vivência e observação casamenteira.

1 Contrate a Anne dal Ponte.

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Nós com a Anne – the wizard of weddings – e o Mika

1.1 Na impossibilidade disso (too bad), eu indico fortemente que você contrate uma cerimonialista – ou que tenha alguém que seja responsável pela festa, para que essa pessoa não seja você.

Você sabe o que é Bridezilla? Bridezilla é um termo muito do cretino que se refere às noivas que ficam enfurecidas ou enlouquecidas com suas festas de casamento, e muitas vezes, não à toa, pois há muito o que organizar. Mas esse processo não precisa ser um calvário. Eu tenho síndrome do intestino irritável (estamos ficando íntimos nesses textos, não?) e intolerância a lactose, e sei também que qualquer problema que mexe com o meu emocional ataca meu intestino e me dá enxaqueca, entre outros efeitos. Por isso eu decidi que não iria me estressar durante a organização da festa e foi o que eu fiz, o que só foi possível porque a Anne estava lá para nos ajudar, resolver os pepinos, achar os fornecedores…

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Eu só soube como seria meu buquê 2h antes de casar (ou quase isso) e ficou ótimo. Delegue tarefas em pessoas confiáveis e tudo sairá bem.

2 Mantenha-se no orçamento. Orçamentos são seus melhores amigos. Eles dizem quanto dinheiro você tem, e com isso, você decide quais são os pontos mais importantes de investir na sua festa. No caso da nossa, a prioridade era a tríade: comida-bebida-música (no caso, equipamentos; os DJs maravilhosos foram nossos friends lindos e incríveis). E só. A maior parte do $$$ foi pra isso. O que sobrou ficou pra decoração, por exemplo, por que pra nós esse ponto não fazia diferença – mais uma vez, isso foi possível também porque a Anne era uma pessoa sensata e podíamos deixar essa função na mão dela. Um limite para gastar também é importante porque te faz pesquisar e não aceitar o primeiro orçamento que você recebe, independente do serviço.

3 Saiba quais são os elementos dos quais você não abre mão. No nosso caso, queríamos um cardápio sem glúten e sem lactose. Para 100 pessoas. Incluindo sobremesa. Como você deve imaginar, até meu gastro foi contra. Nas palavras dele, “as pessoas só vão a casamentos para falar mal da festa” e eu só daria mais motivo para isso. Mas quer saber, dane-se. Como uma pessoa com problema com lactose e um noivo com intolerância a glúten (ahahaha, eu sei, eu sei…) eu não estava disposta a comer um prato separado do restante dos convidados. Por que não podia ser uma festa inclusiva? Por que eu não podia me respeitar no meu casamento? Por isso, eu e Gui não sossegamos até encontrar um buffet disposto a fazer nosso jantar de casamento. Deu um trabalho pra achar, mas foi gratificante ter uma equipe incrível fazendo nossa festa, uma equipe que entendeu nossa necessidade e abraçou nossa causa. Fez toda diferença.

4 A festa é sua. Lembre-se disso. Não sei como é em outras situações, mas nós bancamos nosso casamento todo. Digo isso porque foi um fato importante por nos dar algo essencial: liberdade para fazer a cerimônia e a festa como quiséssemos. Acima das expectativas dos outros vieram as nossas, e essas foram respeitadas. Minha mãe queria muito uma cerimônia religiosa, mas não somos essas pessoas, então, pra que trazer um elemento que não tem nada a ver com a gente para um momento tão importante? Conversem com seu parceiro ou parceira e acertem como imaginam a cerimônia de vocês (vale até fazer um comoqueremosnossafestadecasamento.doc próprio).

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Pondere o que é importante para você e vá atrás disso. Na foto, Crix, nossa celebrante.

No nosso caso, queríamos algo íntimo, rodeado por pessoas que acompanharam nossa história. Isso era tão primordial que nossos celebrantes foram duas pessoas muito próximas, que falaram sobre a nossa relação de uma forma única, que nenhum juiz de paz conseguiria, por exemplo. As concessões que eu fiz para a cerimônia foram todas feitas a pedido do meu noivo, que era a pessoa que mais importava nessa ocasião (te amo, dear!).

Bônus – É válido lembrar que todo mundo vai ter um palpite sobre como a cerimônia deve ser. Eu acho que nessa hora e dentro do possível você deve fazer o que quer por que o casamento é seu. Se você acha legal entrar na igreja ao som de trombetas, faça. Se não quer igreja (como nós não quisemos), faça em outro lugar. Acho que a pior coisa que pode acontecer nesse dia é você satisfazer a sua família, a família do noivo, a expectativa dos amigos, e esquecer de si mesma e do porquê de realizar a festa em primeiro lugar.

Ah sim, as críticas e alfinetadas por que “fulana não foi convidada”, ou por que “não vai ter valsa?” são inevitáveis e muitas vezes surgem de quem você não espera. Respire, seja educada, explique sua escolha e posição e pronto. Não é preciso dar satisfação pra ninguém, mas às vezes você precisa fazer a outra pessoa sossegar o facho. ;D

5 Mas vale lembrar que os convidados também fazem parte da festa. Como eu disse, queríamos uma festa que fosse uma comunhão, com pessoas amigas muito próximas da celebração, sentindo que a presença delas ali importava – porque importava muito mesmo. Por isso, nós decidimos fazer um brinde no gramado (casamos em um chácara) com todos os convidados. Nós pensamos naqueles que eram vegetarianos e incluímos opções para eles no cardápio também. Entrei em contato com as amigas com filhos pequenos pra saber se precisavam de alguma coisa específica durante a festa. Logo depois da entrada no salão, falamos com todo mundo.

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Minhas tias lindas atrasadas no brinde, ahahaha, como lidar com tanta fofura?

No fim, a festa é sua, mas você não chamou aquelas pessoas ali à toa. Elas fazem parte da celebração, você quer que elas fiquem felizes, sintam-se acolhidas e te mandem energias positivas, fiquem felizes por você. Não segure o buffet por 3 horas por que você foi bater fotos. Não regule a comida e a bebida. Fale com todos antes de irem embora. Externe o que você sente no seu interior: felicidade e gratidão. O que você joga pro mundo volta pra você.

Pensei em 5 tópicos essenciais, mas se você tiver outros pontos importantes pra compartilhar é só deixar um comentário. = D

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