Um milagre em minha vida chamado Thais Godinho (parte 2)

Como prometi no último post, hoje continuo falando sobre as benesses do livro da Thais Godinho, o Vida Organizada.

Seguimos.

Terminei o post anterior falando sobre a importância da planejar as atividades da semana. Isso é fundamental para a autora pois:

  • Agenda é pra compromissos com horário. Eu mantinha minha agenda analógica, sempre abolindo qualquer versão eletrônica. Ali eu anotava reuniões e compromissos, como consultas médicas, mas também tarefinhas do lar, compras feitas, registrava meu controle financeiro… Era uma miscelânea de tudo. Mas eu cometia o erro-mor de todos, que é não checar a agenda todos os dias. Thais diz que não consultamos justamente porque anotamos de um tudo nas agendas e muitos dos planos furam, levando-nos a perder a confiança nela, que fica encostada.

A dica da autora é deixar na agenda apenas os compromissos com horário. SÓ. Assim você sabe que tudo que está ali é importante e consulta mesmo – eu sou prova. Assim você realmente cria um mapa do seu dia/semana/mês. Ah, e agora eu uso o Google Agenda, porque estou o tempo todo com o celular, o que facilita qualquer consulta ou anotação que eu precise fazer na agenda. ;D

  • E o restante das coisas, anota aonde? Ela sugere um caderno ou app que centralize todas as suas tarefas. Estou usando o Evernote. Qual a função dessa separação entre as atividades? Thais (aqui em casa eu a apelidei de “Thaisguru”), em sua sapiência, explica que essas tarefas “sem hora”, como ligar para o encanador, marcar horário no salão etc., são atividades que podem ser feitas em qualquer momento, portanto, devem ser agrupadas em uma lista geral, pra ser consultada justamente quando você já resolveu seus compromissos e tiver uma folguinha. Se algo não é feito hoje, tudo bem, ainda fica na lista, esperando a folguinha de amanhã.

 

Gosto muito de um livro da Martha Stewart – The Martha Rules (As regras de Martha, em tradução livre, RODALE, 2005), em que a autora discorre sobre a importância de encontrar algo que amamos e transformar isso no grande negócio de nossa vida. Acho o conceito excelente, mas, como budista, também acredito que o importante mesmo é amar o que estamos fazendo agora – o processo em si, e não apenas o produto final. Se estamos caminhando em busca daquilo que julgamos certo, é natural curtir o processo. E, mais do que isso, eu diria que é essencial amar a vida que temos hoje porque o caminho é tão importante quanto a chegada.

GODINHO, Thais. Vida organizada. São Paulo: Gente, 2014. p. 73. Grifos meus.

 

  •  Saiba o que preciso fazer HOJE. Às vezes olho ao meu redor e penso no trabalho, na casa e nas outras coisas que tenho que fazer e parece demais. Pq, na verdade, se quiser resolver tudo de uma vez é demais mesmo. Thais fala que é importante sabermos o que é preciso executar HOJE, para que a tarefa seja feita e para que, mais importante, você não se culpe por tudo que não fez. É preciso priorizar e escolher (eu falei sobre essa questão de prioridades aqui também). Por exemplo, chuveiro estragou e não dá pra tomar banho de água quente. É preciso chamar um técnico HOJE, pq né… Por outro lado, se o dia foi corrido e você tá podre de cansada, tudo bem deixar a louça pra lavar amanhã, pq não é mega urgente. Essa ideia me ajudou muito a priorizar meu tempo e minha atenção, como ajudou a diminuir a cobrança que eu coloco em mim mesma.

Thais traz várias outras dicas, algumas que me pareceram impossíveis de aplicar agora, quando estou no começo desse processo todo de realinhar e reorganizar a vida. Mas garanto que o pouco que apliquei (diante de todas as ferramentas que ela dá) já geraram um impacto gigante no meu dia a dia.

Recomendo o livro fortemente. É desses pra ler e revisitar periodicamente. Se você procura estruturar melhor sua vida, é muito oportuno começar por aqui – e acessar o blog da Thais para mais conteúdo sobre o assunto!

 

Adendo:

Depois do último post, algumas pessoas me perguntaram sobre comparações entre esse livro e o material da Marie Kondo. Vale a pena ler esse tendo lido A mágica da arrumação?

R.: Vale sim. Os livros são bastante diferentes em vários pontos, começando pelo fato de que Kondo se volta muito para a arrumação do lar. Ela chega a pedir que você imagine sua “vida ideal” e garante que você a obterá a partir da arrumação da sua casa, mas com a Thais a questão da organização e dos objetivos de vida surgem em primeiro lugar  (de forma muito mais pungente) e pautam todo o resto do livro. Para mim, Kondo fala muito sobre a casa, enquanto Thais nos confronta sobre nossas escolhas de vida. Uma leitura complementa a outra. Vão sem medo. ;D

 

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