Você é um bom cliente? [parte II]

We’re back!

Se você está aqui e você é um contratante de terceirizados, parabéns. O primeiro passo é admitir os seus erros e pedir ajuda. ;D

Hoje abordamos mais três pontos fundamentais para a boa relação entre contratante e contratado, que começa com a postura legal do cliente.

Cliente 101. Parte II.

Passe credibilidade. Saiba o que você quer.

Já peguei trabalho em que a pessoa responsável por ele na empresa mudava a cada dois meses. Isso pra mim é mega sinal de furada, de trabalho que vai dar dor de cabeça. O meu sentido aranha grita com essas coisas e é batata. Se você contrata um profissional, saiba exatamente o que ele deve fazer. Se o projeto mudar de direção, deixe isso claro, explicando o porquê. Mudanças bruscas e desavisadas torram a paciência e gastam uma outra coisa FUNDAMENTAL para um freela: TEMPO. Trabalhamos por tempo, por projeto, por demanda. Projetos que se arrastam, que passam por um redirecionamento ou realinhamento são ruins não só pra empresa, que gasta $$$ com isso, mas também para o terceirizado, que precisa se reorganizar e ceder mais tempo do que o previsto em um projeto que não vai lhe pagar a mais por isso. Assim sendo, credibilidade, organização e jogo limpo. O freela está ali pra te ajudar, então nada mais justo do que falar abertamente com ele sobre o que está acontecendo, correto?

Valorize o terceirizado.

Você contrata a pessoinha que você acha mais qualificada (e que está disponível) para resolver sua demanda (muitas vezes urgente) de trabalho. Ela vai na reunião pra acertar os detalhes, aceita o trabalho, abrindo mão do tempo dela para fazer qualquer outra coisa NA VIDA para atender à sua demanda. Ela está preparada para isso e garante que vai fazer o melhor dela pelo bem do seu negócio.

E daí o que você faz? Quer pagar o valor de uma coxinha pra essa pessoa. Ou menos! Quer dar um saquinho de Sete Belo e acha bom demais da conta.

Vou falar a real. Não é bom. Não é nem perto disso. É péssimo, desgastante e uma encheção na nossa vida.

O terceirizado tá ali trabalhando como qualquer um. Ele não está te fazendo um favor. E nem você a ele. É uma relação comercial. Ele precisa que o $ que será pago para ele cubra as despesas da empresa e do negócio dele, os impostos, os deslocamentos, cubra a hora de trabalho e ainda dê um lucrinho. Sabe lucro? O terceirizado também precisa disso. Ele também tem conta pra pagar, consórcio, aluguel. Enfim, tudo. E você quer que ele faça um volume inacreditável de trabalho por uma ninharia.

Pense sempre: no lugar dele, você aceitaria? É um valor justo pelo que estou pedindo como trabalho?

E nem me venha com aquele papo cretino de “se não gostou, tem mais 10 por aí que estão esperando uma oportunidade incrível como essa de ler 1000 páginas e ser pago em Toddynho”. Não seja cretino, cliente. Trate os outros como você espera ser tratado, ok?

 

Não espere que ele faça sacrifícios que muitas vezes você não faria.

É inacreditável o número de clientes que me passam trabalho contando que eu vá trabalhar no fim de semana. Passam a demanda na quinta e falam “você tem cinco dias, entregue na segunda”. Não, florzinha, não tenho cinco dias porque, primeiro, eu sempre conto os prazos a partir do dia seguinte ao que pego o trabalho e, segundo, existe uma coisa chamada fim de semana, que eu adoraria usar para descansar e não para ignorar minha família e trabalhar como uma condenada.

Da mesma forma, não fale aquelas tolices do tipo “o que você faz da meia-noite às seis?”, porque tem muita gente que fala isso sério, esperando que o contratado vire a madrugada “se necessário”. Não. Esse é o horário de dormir, gente. Será que eu realmente tenho que ensinar o básico pra vocês?

Ah sim, em caso de o freela ter algum compromisso e não poder te atender, aceite de maneira graciosa. Já tive gente reclamando que o meu casamento “ia atrapalhar o cronograma da empresa, não dava pra mudar a data?”. WTF? Bateu a cabeça no poste, por acaso, cliente?

 

Finalizando, acho que a lição mais importante que podemos tirar aqui é a simples conclusão de que o terceirizado é um SER HUMANO, com uma VIDA que não gira só em torno do trabalho. Trate-o com respeito, educação e valorização, e você terá um profissional maravilhoso e qualificado para toda a vida.

Be nice, cliente!

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