Você pode afirmar que só faz compras acertadas?

[Vamos falar sobre compras sem arrependimentos ou erros!]

Algumas das últimas compras: vestido da Augustana (que usei até no meu casamento civil), moletom da 787 Shirts e blusa da Loja Prosa. #noregrets! (obs.: esse cabelinho das fotos já não existe mais pq cortei ontem!)

Em meio ao meu processo de rever a necessidade de comprar e de gastar menos, percebi um efeito colateral maravilhoso: satisfação com todas as peças que compro.

Sabe como é, você passeia pelo shopping como quem não quer nada (mas sempre de olho em potenciais promoções), passa na frente de uma vitrine X e dali 15 minutos é a mais nova dona de: uma peça baratinha que você não vai usar ou que vai se desintegrar após 3 lavagens; uma roupa que é muito linda, mas não tem nada a ver com seu estilo e você vai deixar encostada no meio das suas coisas (ou pior, uma roupa que nem é tão linda assim, mas que pelo baixo preço você releva e compra). Eu era a RAINHA desse tipo de aquisição. Achava que estava fazendo um negócio da China ao comprar peças baratas ou que eu achava bonitas, e só me preocupava depois em encaixar aquela peça ao meu estilo de vida ou estilo pessoal. Não havia a preocupação com o objeto em si que eu adquiria. Por que eu o queria? Como ele me ajudava a reforçar meu estilo pessoal? O que meu dinheiro diz à marca quando faço uma compra como essa? Não havia nenhum tipo de reflexão.

Depois que eu coloquei um freio nesse processo louco de adquirir sem controle, desenvolvi uma postura mais crítica em relação ao que eu compro. Isso implicou em diminuir consideravelmente as idas ao shopping e buscar novas marcas on-line, que se pautam por valores próximos aos meus, ou seja, produção local/independente/menor/mais consciente. As opções são muitas e ninguém se sentirá desprestigiado. ;D

Com isso, eu vejo uma ou outra peça que me agrada e não sinto a necessidade de sair desesperada comprando. Primeiro porque não quero, não há razão. Segundo porque, como contei aqui, minha situação hoje não permite parcelar compras infinitas. Assim, eu seleciono o que gosto e vou para a parte interessante do processo: eu paro e penso. Penso nas peças que já tenho no armário e me pergunto se já não tenho igual ou parecido e se eu preciso mesmo de mais um(a) _____________ (moletom/calça/blusa/etc.). Se eu ainda tenho interesse, vem a segunda pergunta, que é saber se a peça combina comigo e com as coisas que tenho. Enfim, se vou usar. As fotos dos produtos são montadas de forma a gerar o maior desejo possível no consumidor, e às vezes a gente se encanta pela combinação que a foto oferece, mais do que pelo produto em si. Não sei se já aconteceu com você, mas esse efeito é percebido quando você compra uma peça e tem aquela sensação de “não é a mesma coisa/não ficou igual/tão legal” em você em relação ao que aparecia na vitrine da loja ou no site da marca.

Enfim, você tem tempo de pensar na compra, de encará-la dentro da sua realidade, de ponderar a necessidade daquela aquisição. Se eu quero muitas peças de uma vez, faço uma lista de desejos e salvo no meu computador, reavaliando de tempos em tempos e vendo qual a peça que eu posso comprar naquele mês – se for o caso. Sempre vai ter uma promoção ou uma reposição de estoque, gente, então não tem motivo para achar que é preciso comprar tudo de uma vez. Assim você também pode curtir muito mais a peça adquirida, pois ela foi escolhida com esmero e chega até você com um toque muito mais especial.

O exercício demanda bastante tempo, é verdade, ele não é impulsivo. Mas me parece muito compensador, pois todas as suas escolhas te ajudam a contar uma mesma história, uma história – satisfeita e bem escrita – sobre si mesma.

Você se sente fazendo compras acertadas ou ainda sofre pra escolher o que levar pra casa? Compartilhe suas experiências! ;D

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